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A Dança

O QUE É DANÇA DO VENTRE

A história da dança do ventre é tão antiga quanto a história da humanidade. É a primeira dança feminina de que se tem registro. Enquanto as outras danças eram ligadas à sobrevivência (chuva, caça…) e executadas pelos homens, desenhos em cavernas de mulheres dançando, já evidenciavam seus ventres a mostra. É claro que esta dança difere em muito da que conhecemos hoje, mas a sua origem e essência, está ligada ao matriarcado.

Os movimentos de contração, ondulação e vibração foram desenvolvidos pelas mulheres no intuito de aliviar dores menstruais e preparar os músculos para a gestação e o trabalho de parto. Por este motivo, a dança diversas vezes é também associada ao culto da Grande Deusa (natureza) em virtude da fertilidade do ventre e da terra.

Os ciganos, nômades, espalharam-se pelo mundo carregando consigo uma cultura e um modo de vida muito particulares. Rumo ao ocidente, passando pela Pérsia, Mesopotâmia, Turquia, Norte da África até chegar ao sul da Europa. Muitas vezes para sobreviver, usavam de números artísticos, cantando e dançando em mercados e feiras livres. Diversas manifestações de cultura surgiram do resultado dessas miscigenações aos costumes locais.

Quando os ocidentais chegaram ao Egito, por volta do final do séc. IX, ficaram encantados com o dança exótica das dançarinas regionais. Estas, por sua vez, adaptaram a dança e as vestimentas ao gosto ocidental e acabaram por deixar as ruas entrando para clubes noturnos. Chegando aos Estados Unidos atravéz da França, na época “hollywoodiana” a dança atingiu o conhecimento mundial do público, embora com conotações sexuais que por longos anos foram prejudiciais a verdadeira função da dança.

Em contato com o balé clássico, a dança incorporou braços delicados, pés na meia-ponta, técnicas precisas e coreografias. Transformada assim em espetáculo, a dança do ventre ganhou espaço nos grandes teatros, casas de show e telas do cinema.

A “Rack El Sharq”, “Dança do Leste”, ganhou na França o nome "Dança do Ventre", associado ao lado físico das movimentações (tronco, quadris, abdômen), além da própria origem histórica sempre ligada a representação da fertilidade, da gestação, do nascimento e da maternidade.

Dançada até hoje pelas mulheres nos países do Oriente Médio, a vida é comemorada com música e dança por esses povos, que tem por cultura celebrar desta forma, o parto, a primeira menstruação, a gravidez, o batizado, casamentos, aniversários, colheitas, …

Aqui no Ocidente, esta manifestação artísitca conquistou adeptas de todas as culturas e idades, sendo extremamente difundida atravéz de profissionais e escolas especializadas, além de usada como auxílio terapêutico em casos de resgate da auto estima feminina entre outras.


ALGUNS BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE

Plano fisico:
alonga o corpo, corrige a postura, traz flexibilidade e levesa aos movimentos. Cria tônus muscular. Desenvolve ritmo e coordenação motora. Auxilia nos tratamentos de hipertensão, stress, depressão e emagrecimento, entre outros. Fortalece e massageia os órgãos internos, regulando as funções menstruais e intestinais, combatendo problemas como TPM, cólicas, constipação intestinal, dores renais... Prepara o corpo para o parto e a recuperação no pós-parto. Melhora a respiração.

Plano emocional:
resgata a essência do feminino, despertando a sensualidade e a beleza que existe em cada padrão de corpo (alto ou baixo, gordo ou magro,...) e naturalmente elevando a auto-estima. Ativa todo o fluxo de energia do corpo, estimulando o equilíbrio e harmonizando os chakras. Traz diversão, proporcionando o relaxamento mental e aliviando o stress.

Plano espiritual :
a dança é uma forma de conexão com o Divino (independente de credo ou religião) encontrada da antiguidade aos tempos modernos, em todas as culturas e civilizações.

Plano social:
desperta o interesse pelas artes e por outras culturas, atravéz da música clássica, moderna e dos ritmos diversos. Promove a boa convivência com amigas, colegas e familiares. Incentiva a boa convivência com a natureza e conscientiza sobre a responsabilidade social de cada mulher (as educadoras da nova geração).

Para as crianças :
com aplicação de conceito e linguagem de aula totalmente diferente das turmas adultas, além de todos os benefícios citados anteriormente, a criança desenvolve disciplina e interesse cultural. Aprendendo a conhecer e respeitar seu corpo desde cedo, a menina estará melhor preparada para o amadurecimento.

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